Como você dá conta?

17/10/16

Como você dá conta? #1

Por inúmeras vezes já fui abordada com a seguinte pergunta: “como você dá conta?”.

Nesses momentos sinto um misto de orgulho e questionamento: “como dou conta?”.

Filhos, empresa, esposo, casa... quem te ajuda?

Desde muito cedo tinha duas certezas: que seria mãe e teria uma empresa, e esse dia chegou.

Toda minha vida é vista como um empreendimento. Em casa, enquanto organizo a bagunça e preparo a refeição, escuto as histórias da adolescência e seus rompantes, viajo com as fantasias de uma fada e ouço as histórias de um marido que possui o dom da comunicação. Ao mesmo tempo todos participam das tarefas, a família funciona como uma equipe.

Para mim as coisas funcionam, na maior parte das vezes, com hora marcada. Há dia e horário para jogar jogos, para ver filmes e outras coisas que organizo com minhas filhas e esposo. Porém, também há horas em que preciso ser respeitada, pois eventualmente levo trabalho para casa, e empreender é um desafio, ainda mais na área de psicologia organizacional.

Realizar apenas uma atividade por vez quando estou com minha família é impossível, acho que nem saberia fazer uma coisa só estando no papel de mãe, esposa, empresária... Para mim, a vida é movimento. Mas quando fico sozinha em casa, não consigo fazer nada além de assistir TV! Sim assisto TV! Porque estou sozinha e porque posso!

Literalmente levo a sério a frase “criamos os filhos para o mundo”. As meninas desde cedo já possuem tarefas pré-definidas e aprendem a organizar seus quartos, suas bagunças. E em nenhum momento me cobram por falta de atenção, acreditem! Elas sabem que, caso precisem de mim, estou lá e que não me importo em parar o que estou fazendo para responder suas perguntas e ajudá-las no que for preciso.

E meu lema é: “todas as perguntas necessitam de uma resposta”. Então nesse exato momento, enquanto escrevo esse texto, tenho aqui ao meu lado uma garotinha com inúmeras perguntas... que sim, eu vou parar para escutar e responder. E não são apenas reclamações ou queixas, escuto também histórias de superação, de amizade, coisas novas que aprendem no dia a dia e, se faz bem para minhas filhas falarem, faz bem para mim também ouvir.

Para que tudo funcione não existe em mim uma autocobrança em relação a algumas atividades. Por exemplo, consigo trabalhar ou assistir um filme com a louça na pia.

Enfim, como dou conta? Elejo prioridades. Se hoje a prioridade é ver TV, é dar atenção ao marido, é ver desenho animado, é ler inteligência emocional ou qualquer outra coisa,  é isso que vou fazer, sem culpa!

E essa culpa é a que muitas vezes escuto de mães como eu, mães da vida moderna que utilizam em seu discurso a palavrinha “culpa”.  Esse será o tema do segundo texto Mãe empreendedora!

Fica a dica: Eleja prioridades! Trabalhe em equipe mesmo em casa! Dê atenção a sua família! Invista no seu empreendimento! Tudo isso lhe trará satisfação pessoal e profissional, como acorre comigo.

 

 

 

 

 Thais da Silva Scremin

Psicóloga pós graduada em Gestão de Recursos Humanos,

 Sócia Diretora na Virtude Consultoria

Atua no desenvolvimento de pessoas e organizações, como facilitadora e consultora.

Sua missão é desenvolver talentos e aprimorar políticas de gestão,

tornando ambientes corporativos mais humanizados